Resumo do livro Capacitismo em desconstrução
[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” column_margin=”default” column_direction=”default” column_direction_tablet=”default” column_direction_phone=”default” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” row_border_radius=”none” row_border_radius_applies=”bg” overlay_strength=”0.3″ gradient_direction=”left_to_right” shape_divider_position=”bottom” bg_image_animation=”none”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_tablet=”inherit” column_padding_phone=”inherit” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” column_link_target=”_self” gradient_direction=”left_to_right” overlay_strength=”0.3″ width=”1/1″ tablet_width_inherit=”default” tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid” bg_image_animation=”none”][vc_column_text] Capacitista em desconstrução: Um guia para transformar seus preconceitos em oportunidades de inclusão Por Alex Duarte O Capacitismo nasce através do nosso julgamento pela capacidade das pessoas com deficiência, e assim como todo preconceito consciente e identificado, desconforta e incomoda, como uma pedra no sapato. Essa obra é para todos que desejam se tornar capacitistas em desconstrução, reconhecendo que as atitudes conscientes e as que não são, dificultam a vida das pessoas com deficiência e nos impedem de aprendermos a celebrar as diferenças. O que eu quero compartilhar com você são os resultados das minhas falhas, propondo uma desconstrução de tudo aquilo que aprendi sobre deficiência e a maneira como essa mudança pode influenciar a sociedade, a ciência o mundo corporativo e a educação. Todos os preconceitos fazem parte de uma estrutura, certo? Há uma grande dificuldade em lidar com as diferenças, dando origem ao preconceito e a todas as formas de discriminação. Quem dita ou reforça os padrões culturais e estabelece as normas são os grupos e as instituições com capacidade de influenciar a sociedade, ou seja, a escola, a família, os amigos, os meios de comunicação . . . as pessoas. O Capacitismo é consequência de pessoas. Portanto, se o produzimos, somos capazes de combatê-lo. Talvez não saiba, mas ao longo dos séculos o homem já convivia com a deficiência. A condição recebeu dois tipos de tratamento quando se observa a História: de um lado, rejeição e eliminação; do outro, a proteção assistencialista e caridosa. Foi assim que eu aprendi a excluir pessoas com deficiência, assistindo uma sociedade que me ensinou a não os enxergar. Um quarto da população brasileira possui algum tipo de deficiência, o que representa 24 % da sociedade. No mundo, são mais de 1 bilhão de pessoas. Uma a cada sete nascem com deficiência, segundo o IBGE. Chico é um deles. Diagnosticado ainda na infância com espectro do autismo, ele contrariou uma estatística fixa na época de que pessoas com deficiência não deveriam estar em escolas regulares ou espaços comuns. Por isso, a maioria de nós não teve a chance e nem o privilégio de conviver com pessoas com síndrome de Down, de serem amigos de autistas, confidentes de pessoas com paralisia cerebral ou ter um amor com deficiência visual. Observe a linha do tempo: ~ IDADE ANTIGA: a pessoa com deficiência deve ser extinta. ~ IDADE MÉDIA: a crença religiosa de que pessoas com deficiência eram / deveriam ser castigadas por Deus. ~ RENASCIMENTO: Pessoa com deficiência era digna de piedade, pena. ~ ÍNICIO DO SÉCULO 20: Modelo médico, ou seja, busca pela normalidade. É necessário superar a deficiência ou achar uma cura. ~ MEADOS DO SÉCULO 20: Práticas eugenistas: Milhares de pessoas com deficiências eram mortas. ~ ANOS 70 A 2000: a deficiência está no contexto, ou seja, as barreiras é que precisam ser superadas (direitos humanos). A triste realidade é que a pessoa com deficiência nunca teve sua história contada de forma positiva, justamente porque lhe faltou o direito de falar, de ser e decidir. A única forma de vencer meus pensamentos preconceituosos foi através da convivência. É mais difícil pessoas sem deficiência se interessassem pela inclusão, até que compreendam os seus benefícios. Na linha contrária do desinteresse estão os familiares, profissionais da área e as pessoas com deficiência, que partilham dos mesmos interesses e diariamente travam uma luta pelos direitos e igualdade. É impossível falar sobre o nosso capacitismo sem pensar no padrão corporal ideal que aprendemos. Essa uniformização tem nome, e é chamada de corponormatividade (able – bodiedness), que considera determinados corpos como inferiores ou passíveis de reparação quando comparados aos “padrões aceitos”. Esta postura preconceituosa que hierarquiza as pessoas em função da acomodação dos seus corpos é uma categoria que define a forma como as pessoas com deficiência são tratadas como incapazes ou inaptas. Não é fácil mudar aquilo que te ensinaram desde que você nasceu, mas é completamente possível desde que exista vontade e interesse. Uma pesquisa divulgada pelo jornal inglês “The Independent” indicou que um em cada quatro britânicos evita conversar com pessoas com deficiência alegando “medo de ofender”, por “sentir-se desconfortável” ou por “não saber o que falar”. Este desconforto está diretamente ligado à nossa falta de conhecimento e experiências com a diversidade, consequência da maneira como condicionamos nosso cérebro a responder sobre aquilo que é diferente de nós. Esse é um dos resultados da falta de convivência com pessoas com deficiência. Uma vez que pessoas com mobilidade reduzida não tenham condições de frequentar lugares públicos devido à falta de acessibilidade, é lógico que ninguém vê pessoas com deficiência nesses lugares, criando a ilusão de que essas elas não existem ou que não servem para frequentar certos espaços. Lamento te dizer, mas ser capacitista significa continuar sendo essa pessoa que você sempre foi: que excluiu ou não conviveu com pessoas com deficiência; que virou as costas, que fingiu não se importar. CRENÇA 1 Você fica surpreso quando uma pessoa com deficiência tem um diploma profissional, é casada (o), tem filhos, um emprego, ou faz algo que outros fazem. Você enxerga esta pessoa com deficiência como uma inspiração para a sua vida. Qual a crença capacitista? Ele não é capaz. Essa crença é uma das mais comuns, e subestima a capacidade de uma pessoa em função de sua deficiência. A crença reduz a pessoa à condição funcional do corpo, excluindo outras características que, juntas, compõem sua identidade. CRENÇA 2 Você age com excesso de simpatia e carinho com PCDs, tomando inclusive decisões por eles. Qual a crença capacitista? Pessoas com deficiência não sabem se proteger / Eles não podem se tornar adultos e autônomos. A autonomia depende de muitos aspectos e isso vale para todos. Observamos que as pessoas têm mais comportamentos de superproteção e infantilização na relação com quem possui