Livro Resumo “Cristianismo puro e simples” de C. S. Lewis
O cristianismo puro e simples C. S. Lewis – A Lei da Natureza Humana consiste não só nas leis da química, mas no conhecer o certo e errado que aprendemos desde cedo. E esta nós escolhemos obedecer ou não, diferentemente da gravitação. – Se essa Lei não existisse qual ser o sentido de tratar o justo do injusto? A verdade é que nós não respeitamos sempre essa lei. E quando isso ocorre, logo temos diversas desculpas ou tentamos transferir para os outros a responsabilidade pelo erro. – Os seres humanos, em todas as regiões da Terra, possuem a singular noção de que devem comportar-se de certa maneira, e, por mais que tentem, não conseguem se livrar dessa noção, e na prática não se comportam dessa maneira. Os homens conhecem a Lei Natural e transgridem-na. Esses dois fatos são o fundamento de todo pensamento claro a respeito de nós mesmos e do universo em que vivemos. – Se deixarmos de lado o senso de justiça, logo estaremos violando acordos e falsificando provas judiciais em prol do “bem da humanidade”. Teremos então nos tornado homens cruéis e desleais. – O progresso não significa apenas uma mudança, mas uma mudança para melhor. – A Lei da Natureza Humana nos diz o que devemos fazer e não fazemos. – Certas pessoas dizem que, apesar de a boa conduta não ser o que traz vantagens para cada pessoa individualmente, pode significar o que traz vantagens para a humanidade como um todo; e, portanto, a coisa não seria tão misteriosa. – Os homens devem ser altruístas, devem ser justos. Não que os homens sejam altruístas ou gostem de sê-lo, mas que devem sê-lo, para o bem da sociedade. – Quando abro o Ser Humano chamado “Eu”, descubro que não existo por mim mesmo, mas que vivo sob uma lei, que algo ou alguém quer que eu me comporte de determinada forma. – Todos nós desejamos o progresso, não há nada de progressista em ser um cabeça-dura que se recusa a admitir o erro. – O cristianismo exorta as pessoas a se arrepender e promete-lhes o perdão. Quando você sabe que está doente, dá ouvidos ao médico. Quando reconhece que é um pecador, o cristianismo faz sentido. – Em longo prazo, a religião cristã traz um consolo indescritível; “Se você é cristão, não precisa acreditar que todas as outras religiões estão simplesmente erradas de cabo a rabo. Se você é ateu, é obrigado a acreditar que o ponto de vista central de todas as religiões do mundo não passa de um gigantesco erro. Se você é cristão, está livre para pensar que todas as religiões, mesmo as mais esquisitas, possuem pelo menos um fundo de verdade.” Pg 19 “As pessoas que acreditam em Deus podem ser agrupadas de acordo com o tipo de Deus em que acreditam.” Existem 2 linhas de pensamento de Deus = panteísta (Ele está acima do bem e do mal: e se o universo não existisse, Deus também não existiria, pois todos os seres do universo fazem parte dele) e cristão (Deus inventou e criou o universo como um homem que pinta um quadro ou compõe uma música com sua infinita habilidade) “Dualismo é a crença de que, na raiz de todas as coisas, há duas forças iguais e independentes, uma delas boa, a outra má.” Pg 21 “As pessoas são cruéis por um de dois motivos: por sadismo, ou seja, por causa de uma perversão sexual que faz da dor um objeto de prazer sensual, ou pela busca de algum benefício externo – dinheiro, poder, segurança” Para ser mau, ele tem de querer algo de bom e buscá-lo da forma errada: tem de ter impulsos originariamente bons para depois pervertê-los. Quando algo é opcional, metade das pessoas não o cumprirá. Deus criou coisas dotadas de livre-arbítrio: criaturas que podem fazer tanto o bem quanto o mal. Se uma coisa é livre para o bem, é livre também para o mal. Um mundo feito de autômatos — criaturas que funcionassem como máquinas – não valeria a pena ser criado. Deus nos quer de forma livre e voluntária. Discutir com Deus é: Quando discutimos com ele, estamos na verdade discutindo contra o próprio poder que nos tornou capazes de discutir: é como se cortássemos o galho no qual estamos sentados. O que Satanás colocou na cabeça dos nossos remotos ancestrais foi a ideia de que poderiam “ser como deuses” — poderiam bastar-se a si mesmos como se fossem seus próprios criadores; poderiam ser senhores de si mesmos e inventar um tipo de felicidade fora e à parte de Deus. Dessa tentativa, que não pode dar certo, vem quase tudo o que chamamos de história humana: o dinheiro, a miséria, a ambição, a guerra, a prostituição, as classes, os impérios, a escravidão – a longa e terrível história da tentativa do homem de descobrir a felicidade em outra coisa que não Deus. Pg 23 Deus concebeu a máquina humana para ser movida por ele mesmo. Esse é o motivo pelo qual não podemos pedir que Deus nos faça felizes e ao mesmo tempo não dar a mínima para a religião. Jesus é o Filho de Deus, ou não passa de um louco ou coisa pior. Você pode querer calá-lo por ser um louco, pode cuspir nele e matá-lo como a um demônio; ou pode prosternar-se a seus pés e chamá-lo de Senhor e Deus. Mas que ninguém venha, fale que ele não passava apenas de um grande mestre humano. Ele não nos deixou essa opção, e não quis deixá-la. A principal crença cristã é que a morte de Cristo de algum modo acertou nossas contas com Deus e nos deu a possibilidade de começar de novo. Fomos absolvidos do castigo porque Cristo se ofereceu para ser castigado em nosso lugar. Esse processo de rendição, movimento de marcha a ré a toda velocidade, é o que o cristianismo chama de arrependimento. Porém, este não é simples, significa matar uma parte de si mesmo e submeter-se